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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Regulamentação sobre pré-pagamento de energia está em audiência pública

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vem estudando o modelo de pré-pagamento de energia, pretende dar ao consumidor a opção de utilizar ou não esse tipo de faturamento. Depois de promover um seminário internacional sobre o tema e visitar instalações piloto no Amazonas, o órgão regulador abriu uma audiência pública para receber contribuições e sugestões em cima de uma minuta de resolução. Segundo o texto prévio, o cliente não teria qualquer custo para implantar o novo sistema – e poderia aderir ou desistir da modalidade a qualquer momento. Uma vez que o pedido pela forma de faturamento for feita, a distribuidora precisará atendê-lo em no máximo 30 dias. O pré-pagamento seria feito com um medidor que possuirá uma interface que apresentará em tempo real o quanto de créditos ainda está disponível. Quando a carga ficar próxima do fim, serão emitidos sinais sonoros e visuais. Os créditos, por sua vez, poderão ser comprados em diversos meios, incluindo internet e celular. De acordo com a minuta de resolução proposta em audiência, a implantação dessas modalidades é uma faculdade da distribuidora e a adesão do consumidor será voluntária e sem ônus. O retorno à modalidade anterior poderá ser solicitado a qualquer tempo, devendo o pedido ser atendido em no máximo 30 dias. O consumidor que aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 5 kWh e poderá, se possuir algum débito com a distribuidora, ter a sua dívida parcelada e descontada quando da compra de créditos, limitado a um percentual máximo de 10% da compra. Além disso, ocorrendo o esgotamento dos créditos e a impossibilidade temporária de adquiri-los, o consumidor poderá solicitar à distribuidora um crédito de emergência, que deverá ser disponibilizado em qualquer dia da semana e horário. Ainda de acordo com o novo regulamento, a tarifa de ambas as modalidades será igual a da modalidade de faturamento tradicional, podendo a distribuidora oferecer tarifas menores para quem aderir a essas modalidades. A ANEEL visa com a aprovação do regulamento uma série de benefícios para distribuidoras e, principalmente, para os consumidores. Dentre eles, estão: a melhoria do gerenciamento do consumo de energia pelo consumidor; a maior transparência em relação aos gastos diários por meio de informações em tempo real; a flexibilidade na aquisição e no pagamento da energia; a eliminação da cobrança de multas, juros de mora e taxas de religação; e a economia no orçamento doméstico por meio da mudança dos hábitos de consumo. Por parte da distribuidora, espera-se a redução dos custos operacionais; a diminuição da inadimplência; e a melhoria do relacionamento entre a empresa e seus consumidores, ao se evitar inconvenientes gerados por erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo. O diretor da Aneel Edvaldo Santana, relator do processo, afirma que o sistema tem vantagens e tem sido bastante bem aceito – tanto nas experiências no Brasil quanto no exterior. Um dos grandes benefícios para o setor elétrico seria a redução da inadimplência, que causa perdas tanto para as distribuidoras quanto para o consumidor, que paga parte dos prejuízos. O diretor André Pepitone se revelou “um entusiasta” da solução e disse que ela também permite que as pessoas administrem melhor o consumo. “Em última medida, estimula o uso racional da energia. Temos ciência da resistência de órgãos de defesa do consumidor contra a medida, mas é importante a conscientização. Temos certeza do benefício que isso trará”. O diretor-geral da agência, Nelson Hubner, por outro lado, disse que, em alguns casos, essa é “a tecnologia viável”, uma vez que comunidades isoladas teriam dificuldades imensas para contar com medições, faturamento mensal e cortes no caso de não pagamento. Além disso, ao contrário da telefonia celular, em que os créditos pré-pagos são mais caros que os pós-pagos, a energia comprada com antecedência tende a ser mais barata. De acordo com Pepitone, países desenvolvidos viram redução de 2% a 10% nas tarifas ao adotar a solução, devido aos custos mais baixos demandados por ela. Durante a discussão, Hubner admitiu que “o assunto tem um pouco de tabu”, e alfinetou os órgãos contrários à ideia. “Às vezes a gente tenta muito tutelar e explicar pro consumidor o que é melhor para ele”. Ele fez uma analogia com os celulares pré-pagos, que são mais caros, mas têm ampla aceitação na sociedade, fazendo o contraponto de que a energia pré-paga será mais barata. A audiência pública para debate acontece entre 28 de junho e 25 de setembro. Haverá, ainda, sessões presenciais em dez capitais: Belém, Salvador, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Brasília, Florianópolis e Porto Alegre. Defesa do consumidor Ainda em fevereiro de 2011, quando a Aneel começava as discussões sobre o tema, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) se posicionou contrário à nova forma de cobrança da energia. Para órgão, a modalidade fere a Lei de Concessão de Serviços Públicos e o Código de Defesa do Consumidor, uma vez que o fornecimento de energia é considerado essencial à população. “O sistema de pré-pagamento para energia elétrica, por proporcionar a desconexão automática dos consumidores sem prévio aviso, coloca o consumidor em situação de vulnerabilidade”, explicou na ocasião a advogada do Idec, Mariana Alves. Fontes: ANEEL e Jornal da Energia

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aditivos de concreto entram na era da nanotecnologia

Aditivos de concreto entram na era da nanotecnologia Entre as vantagens, inovação diminui emissão de CO₂, além de gerar materiais com melhores propriedades e, portanto, mais duráveis Por: Altair Santos A nanotecnologia começa a ser testada em aditivos de concreto para aprimorar as qualidades do material. As microestruturas têm a propriedade de realçar características como resistência e robustez, além de influenciar na permeabilidade e na cura do material. “É uma série de vantagens, entre elas a redução no consumo de água e a diminuição na emissão de CO₂ para produzir a mesma quantidade de concreto, além da rapidez na cura interna, o que torna o material mais resistente”, diz Fabricio André Buzeto, coordenador de tecnologia da Basf. Fabrício André Buzeto, da BASF: exploração do pré-sal vai exigir concreto com materiais nanoestruturados. Outro exemplo no avanço dos aditivos a base de nanopartículas é que eles promovem um efeito de melhoria da fluidez do concreto ao longo do transporte da central dosadora até a obra. “Isso permite que com a seleção de nanocompostos se modifique o tipo de aditivo, levando em consideração as características químicas que o material vai precisar para cumprir plenamente sua função”, explica Humberto Benini, chefe do Departamento de Físico-Química da Grace. Segundo Fabricio André Buzeto, a aplicação de materiais nanoestruturados permite criar produtos específicos para cada tipo de obra. “A tecnologia será muito importante na exploração da camada pré-sal. Hoje já existem produtos utilizados em cimentação de poços de petróleo que são baseados em nanoestruturas”, revela. Uma das características mais importantes destes materiais é que eles são “inteligentes”. Através de nanobots, são capazes de apontar fissuras e problemas estruturais, reduzindo sensivelmente o risco de vazamento. Atenta a essa tecnologia, a Petrobras, desde 2011, por meio do Centro de Pesquisa Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), firmou convênios para o desenvolvimento de pesquisas nanotecnológicas em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo/SP, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O objetivo tem também a incumbência de formar pesquisadores em nanocompostos. “A capacitação é fundamental, pois a tecnologia representa uma quebra de paradigma no que se refere aos métodos e práticas vigentes na construção civil”, afirma Humberto Benini. Exemplo das pontes entre os compostos hidratados do cimento e os nanotubos de carbono em uma microestrutura de concreto. Um dos obstáculos para que a nanotecnologia seja definitivamente incorporada à indústria cimenteira é a sua viabilidade econômica. “O uso combinado do cimento Portland e os nanotubos de carbono (CNT) ainda apresenta muitos desafios para sua viabilização econômica como material de construção, mas o potencial de uso é imenso. Tanto é que na Europa se formou um consórcio, o NanoCem, para desenvolver soluções envolvendo fabricantes, usuários, universidades e institutos governamentais. É um exemplo de ação setorial para o desenvolvimento da nanotecnologia, como ocorre também nos Estados Unidos, onde há um programa semelhante”, comenta Benini. Quando alcançado o estágio de produção industrial, os benefícios da nanotecnologia aplicada aos canteiros de obra serão inquestionáveis, avaliam os especialistas. “Os ganhos de produtividade, redução da dependência do operador e mecanização dos processos representarão um grande benefício à indústria da construção, tanto pela redução dos custos e melhoria da qualidade quanto ao consumidor final e a sociedade, que contará com construções de melhor qualidade, mais duráveis e, portanto, com menor impacto ambiental e econômico”, conclui o chefe do Departamento de Físico-Química da Grace. Entrevistados Fabricio André Buzeto, coordenador regional de tecnologia para a América do Sul da Basf e Humberto Benini, gerente regional de produto para América Latina da Grace Currículos - Fabricio André Buzeto é bacharel em química com atribuições tecnológicas, pela PUCCAMP, com extensão em gerenciamento de projetos e extensão em gerenciamento estratégico de núcleos de inovação tecnológica pela Unicamp - Também é mestre em ciência, tecnologia e gerenciamento de materiais poliméricos, pela Universidade de Ferrara (Itália), pela Universidade de Hamburgo (Alemanha), e mestre em engenharia química, ciência e tecnologia dos materiais, pela Unicamp - Tem doutorado em engenharia química, ciência e tecnologia dos materiais, pela Unicamp - Humberto Benini é engenheiro químico, com doutorado em engenharia da construção civil e materiais pela Universidade de São Paulo (USP). Atua há 12 anos como profissional na indústria de cimento, concreto e aditivos Contato: fabricio.buzeto@basf.com / humberto.r.benini@grace.com Créditos foto: Divulgação Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330

quinta-feira, 14 de junho de 2012

PINIweb.com.br | Crea-ES demonstra preocupação com a contratação ilegal de profissionais estrangeiros | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

PINIweb.com.br | Crea-ES demonstra preocupação com a contratação ilegal de profissionais estrangeiros | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DESAFIO ÀS UNIVERSIDADES

30 de maio / 2012 Teoria e Prática, Universidade e Pesquisa Engenheiros empreendedores: desafio às universidadesEscolas de engenharia investem em empresas incubadoras, mas ainda faltam disciplinas que ensinem os alunos a montar seus negócios Por: Altair Santos As escolas de engenharia civil em todo o país começam a despertar para a necessidade de não apenas formar engenheiros, mas capacitar os futuros profissionais a serem empreendedores. É certo que muitas delas já procuram impregnar esse espírito em seus alunos, seja através de incubadoras de empresas ou escritórios-pilotos, mas ao mesmo tempo fazem a “mea culpa” por haver poucas disciplinas voltadas ao empreendedorismo. “Hoje, o que se faz, é uma compensação. Ou seja, a gente tenta conscientizar o aluno disciplina a disciplina. O mesmo procedimento é feito com a conscientização da sustentabilidade”, explica Marcelo Henrique Farias de Medeiros, do Departamento de Construção Civil da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Estudantes de engenharia precisam estar atentos às necessidade do mercado para empreender. Na opinião de Roberto Domingo Rios – chefe substituto do Departamento de Engenharia Civil da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) -, o próprio perfil dos estudantes que estão ingressando nos cursos tem forçado as escolas a se adaptarem a essa característica empreendedora dos futuros engenheiros. “Eles já chegam querendo resolver problemas. Há uma atividade maior na busca pela prática, o que não deixa de ser uma característica do próprio mercado”, avalia. Ainda de acordo com Roberto Domingo Rios, há casos em que os próprios alunos se organizam para planejar e empreender. “Não tendo disciplinas que os levem a serem empreendedores, eles mesmos buscam aprender fora da universidade, geralmente recorrendo ao Sebrae”, completa. O perfil do engenheiro-empreendedor se revela já no primeiro contato com o curso. “Aquele que gosta de trabalhar em grupo, que de uma ideia já pensa num produto e que está sintonizado com o mercado é o que a gente detecta como empreendedor. Um caso foi um aluno que montou uma empresa de espaçadores para armadura feitos de cimento. Ele detectou a oportunidade, não viu produto similar no mercado e achou um nicho, criando um produto diferenciado”, comenta Marcelo Henrique Farias de Medeiros, lembrando que a UFPR possui um escritório-piloto que procura pesquisar os nichos onde os alunos podem empreender. “Além disso, temos um laboratório de inovação, onde fazemos um link com o mercado da construção civil”, revela. Tanto o professor da UFPR, quanto o da UFRGS, citam que atualmente um bom número de estudantes de engenharia civil, ao concluir o curso, tem procurado fazer pós-graduação em economia ou administração. “Isso ocorre por dois motivos: a busca pelo próprio negócio ou a adaptação para entrar na área financeira, que também absorve engenheiros civis”, analisa Roberto Domingo Rios. “O empreendedor tem que ser um administrador também. Não adianta só dominar a parte técnica. É preciso saber elaborar pesquisas de mercado, estudos de viabilidade. Por isso, é necessário estender o conhecimento para outras áreas”, alerta Marcelo Henrique Farias de Medeiros. Entrevistados - Marcelo Henrique Farias de Medeiros, professor do departamento de construção civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Roberto Domingo Rios, chefe substituto do departamento de engenharia civil da Universidade federal do rio Grande do sul (UFRGS) Currículos - Marcelo Henrique Farias de Medeiros é graduado em engenharia civil pela Universidade de Pernambuco (1999), Mestre em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (2002) e Doutor em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (2007) - Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Paraná, onde tem ministrado aulas na graduação e pós-graduação strictu sensu - É professor colaborador de cursos de pós-graduação latu sensu da Universidade de Pernambuco e Universidade do Oeste de Santa Catarina. - Atuou nos trabalhos de inspeção, diagnóstico e projeto de recuperação de obras de arquitetos renomados, como Oscar Niemeyer (Brasil), Villa Nova Ar tigas (Brasil) e Fresnedo Siri (Uruguai) - Tem experiência na área de engenharia civil, com ênfase em materiais de construção, patologia e terapia das estruturas de concreto, atuando principalmente nos seguintes temas: durabilidade, concreto armado, reparo, dosagem de concreto e argamassa, ataque por cloretos, corrosão de armaduras e vida útil - Roberto Domingo Rios é graduado em engenharia civil pela Universidade Nacional do Nordeste (1989), Mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995) e Doutor em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002) - Atualmente é professor Associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Concreto Armado e Dinâmica, atuando principalmente nos seguintes temas: concreto armado, concreto, dinâmica, puncionamento e ação dinâmica - Desde março de 2008 é tutor do Programa de Educação Tutorial (PET) Civil da UFRGS - Desde maio de 2009 é chefe substituto do Departamento de Engenharia Civil Contato: medeiros.ufpr@gmail.com / rrios@cpgec.ufrgs.br Créditos foto: Divulgação

terça-feira, 5 de junho de 2012

As redes inteligentes - Smart Grid - baseiam-se no uso intensificado de sensores na rede viabilizando, por exemplo, sua reconfiguração automática, o restabelecimento automatizado da energia elétrica após uma interrupção e uma maior participação do cliente na gestão do seu consumo de energia, contribuindo para a diminuição de perdas e o uso eficiente da energia. A cidade de Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi escolhida para receber o projeto piloto. SMART GRID A partir de julho deste ano, os consumidores de Sete Lagoas/MG serão os primeiros a testar os medidores inteligentes, equipamento que permite monitoramento e planejamento do consumo de energia, por meio da construção de uma plataforma de telecomunicações e sistemas computacionais, conhecida como infraestrutura de medição avançada (Advanced Metering Infrastructure – AMI). Os 3,8 mil medidores a serem instalados no município permitirão que o consumidor gerencie seu consumo on-line. Também será possível monitorar o consumo de energia dos equipamentos utilizados e, assim, planejar o melhor horário para usar a energia, visando um consumo mais eficiente e econômico. A troca dos medidores atuais pelos novos não tem custo para os consumidores. Serão testados o envio e o recebimento de dados como, por exemplo, o consumo de energia e alarmes que indicam para a Cemig, em tempo real, a falta de energia e outros problemas no fornecimento, também sendo possível realizar corte e religamento remotamente. Cidades do Futuro Esse projeto piloto faz parte do programa Cidades do Futuro que é um programa que permitirá avaliar a melhoria da prestação de serviços da Cemig para o consumidor final, por meio da automação das redes de distribuição e modernização do sistema elétrico. O Cidades do Futuro é um dos mais abrangentes projetos de pesquisa e desenvolvimento da arquitetura de Redes Inteligentes da América Latina e fornecerá subsídios para análise da viabilidade de aplicação em toda sua área de concessão. O Projeto foi concebido em parceria com a Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e a Fundação para Inovações Tecnológicas (FITec). A Cemig desenvolve também um projeto de MicroGrid, com o objetivo de testar e desenvolver modelagens e metodologias para a conexão e gestão de fontes renováveis de geração distribuída, armazenamento distribuído de energia, gestão da carga de clientes e atendimento a veículos elétricos. Testes no Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, mil clientes atendidos pela Light participam dos testes. Uma usina solar fotovoltaica de 3 MW interligada à rede elétrica será instalada em Minas Gerais e será a maior instalação fotovoltaica conectada à rede elétrica do Brasil. Fonte: CEMIG Blog Energia

PINIweb.com.br | NR-18 recebe alteração em itens que tratam da segurança nas ancoragens | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Custo da construção civil em São Paulo sobe 3,28% em maio Despesas com material de construção cresceram 0,8%; a mão de obra ficou 5,21% mais cara e os custos administrativos tiveram alta de 3,44%. Como resultado, o Custo Unitário Básico por metro quadrado, em maio, ficou em R$ 996, 20 Os custos do setor de construção civil em São Paulo subiram 3,28% em maio em relação a abril, segundo levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). As despesas com material de construção cresceram 0,8%; a mão de obra ficou 5,21% mais cara e os custos administrativos tiveram alta de 3,44%. Como resultado, o Custo Unitário Básico por metro quadrado, em maio, ficou em R$ 996, 20. Cinco dos 41 insumos da construção tiveram aumento de preços acima da inflação medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), com destaque para tubos de PVC para água e esgoto (2,75%), blocos cerâmicos para vedação (2,74%) e esquadrias de quatro folhas (1,68%). No acumulado de 2012, os custos da construção civil ficaram 4,31% mais altos. No período de doze meses terminado em maio, os custos acumulam elevação de 6,05. Fonte: JB Online Publicado em: 04/06/12
TERCEIRIZAÇÃO E ELETRICIDADE: COMBINAÇÃO FATAL 04.2012 Terceirizados do setor elétrico têm piores condições de trabalho que os contratados diretamente e, quando sofrem acidente, enfrentam a falta de direitos Embora assustadoras, as estatísticas de acidentes de trabalho no país estão longe de expor o cenário vivido pelas famílias dos trabalhadores mortos e mutilados. Os números apontam para uma realidade que pouco sensibiliza os responsáveis por tomar medidas para garantir uma política eficiente de saúde e de segurança. Enquanto nada é feito para mudar o quadro de tantas tragédias, as empresas tocam o barco, obtendo lucros cada vez maiores. Já as vítimas, famílias que tiveram um ente querido morto de forma trágica, ou os acidentados que sobreviveram e seus parentes, vivem um dia de cada vez, tentando superar o trauma. Em 2010, últimos dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social, ocorreram 791.496 acidentes de trabalho no Brasil, com 2.712 mortes. As estatísticas referem-se apenas aos empregados que possuem carteira assinada. A informalidade engloba cerca de 20 milhões de pessoas. É a construção civil que apresenta a maior porcentagem de acidentes (36%). Porém, é no setor elétrico que a taxa de mortalidade dos acidentes é mais elevada, tendo em vista que a energia, quando não mata, deixa milhares de trabalhadores com sequelas irreversíveis, geralmente sem braços e/ou sem pernas. Conforme estudo do Dieese, realizado em 2008, são 32,9 mortes por grupo de 100 mil eletricitários. Segundo o documento, os terceirizados são a maioria das vítimas fatais e mutiladas. A taxa de mortalidade entre eles é 3,21 vezes superior do que entre os contratados pelas empresas. E o índice de acidentados dos terceirizados é oito vezes maior que o dos contratados. Na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a maior e mais rentável estatal mineira, a realidade de mortes e mutilações de trabalhadores a serviço da empresa confirma o estudo do Dieese. Segundo o Sindicato dos Eletricitários (Sindieletro-MG), nos últimos 12 anos, a média é de uma morte a cada 45 dias em consequência de acidente de trabalho. De 1999 até março de 2012 foram 107 óbitos, a maioria de trabalhadores de empreiteiras. Em 2011 ocorreram oito acidentes fatais, todos com terceirizados da Cemig. Este ano, até março, já foram duas. O coordenador geral do Sindieletro, Jairo Nogueira Filho, lamenta que nada tenha sido feito para mudar o quadro de acidentes na empresa. “Não existe rigor em relação às mortes dos terceirizados, as empreiteiras não são fiscalizadas de forma eficiente e nem cobradas para que protejam seus trabalhadores”, disse. O sindicato realiza há mais de uma década uma campanha pela preservação da vida dos trabalhadores. A entidade cobra que a Cemig defina uma política de saúde e segurança com a representação da categoria e entende que, para preservar a vida dos trabalhadores, é necessário começar com a negociação pelo fim da terceirização. A entidade cobra a contratação de pessoal próprio, por meio de concurso público, principalmente eletricistas, para substituir os terceirizados. A Cemig conta hoje com cerca de nove mil eletricitários, mas opera com mais 15 mil terceirizados. O economista do Dieese em Minas Gerais e coordenador do estudo, Fernando Duarte, disse que as mortes de terceirizados são em maior número porque eles atuam em condições piores em relação aos trabalhadores próprios. Essas condições incluem falta de treinamento para as atividades de alto risco, ausência, em vários casos, de equipamentos de proteção, e sobrecarga de trabalho. Além disso, os trabalhadores recebem baixos salários, possuem benefícios menores em relação aos colegas do quadro próprio e, geralmente, não têm representação sindical. Abandono Milton Marcelino Ribeiro e Nilton Alves Maia são dois exemplos de trabalhadores que ficaram mutilados em conseqüência de acidentes gravíssimos enquanto trabalhavam para a Cemig. Eles passaram a ser parte das estatísticas dos acidentes de trabalho gravíssimos no setor elétrico, mas a realidade que tiveram de enfrentar mostrou uma via crucis de sofrimento físico e mental pela qual ninguém merece passar. Milton Marcelino sofreu acidente em 1990, aos 23 anos, vitima de choque elétrico. Perdeu o braço esquerdo e as duas pernas. Já Nilton Alves se acidentou em 2006, com 28 anos, também por choque elétrico e teve de amputar as duas pernas. O braço esquerdo ficou imobilizado. Em comum, além da perda de membros e do pouco treinamento para atuar em rede elétrica, eles sofreram depressão após o acidente e o drama de passarem por um longo trajeto para conseguir responsabilizar a Cemig e a empreiteira pela falta de segurança. O calvário de Milton, que mora em Belo Horizonte, durou mais de 18 anos, tempo que a Justiça demorou para condenar a Cemig a lhe pagar uma indenização. Mesmo assim, ele teve de voltar a acionar o Judiciário para garantir a pensão de R$ 800 devida pela empresa, mas em atraso por meses. Enquanto aguardou a sentença, Milton sobreviveu apenas com um salário mínimo de aposentadoria, morou de aluguel, atrasou as contas, casou-se, teve um filho, viu faltar comida em casa, mas encontrou solidariedade dos companheiros de trabalho. A primeira cadeira de rodas foi obtida graças a uma “vaquinha” dos amigos. “Eu acho que a Cemig tinha de ter, no mínimo, respeito pelas pessoas. Comigo e com outros acidentados, a empresa não teve e não tem nenhuma sensibilidade e compaixão, só pensa no lucro”, disse. Já Nilton Alves ainda luta na Justiça para receber seus direitos. Ele já foi submetido a 11 cirurgias e se aposentou por invalidez, recebendo pouco mais de um salário mínimo. Nilton mora em Passos, no Sul de Minas, com a esposa e uma filha adolescente. Após o acidente, entrou em depressão. Diz que pensou muito em suicídio ao se sentir um inválido nos primeiros meses de recuperação e ao enfrentar dificuldades financeiras para pagar as contas e até para comprar alimentos. Mas o apoio da família e a solidariedade dos colegas de trabalho foram fundamentais para ele querer voltar a viver. Os colegas de empreiteira e da Cemig fizeram uma campanha em uma emissora de TV de Passos para arrecadar alimentos e dinheiro para a família de Nilton. “Superei a tristeza e hoje sei quem é verdadeiramente amigo. Dou mais valor à minha esposa e à minha filha, que nunca me abandonaram. Infelizmente, só percebi que fui extremamente explorado depois que me acidentei. Trabalhei dias, sem descanso, por 12 e até 14 horas, mas quando sofri o acidente, passei a não valer mais nada para os patrões”, disse.Fonte: Mariângela Castro - Rede Brasil Atual

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ACIDENTE DE TRABALHO

ACIDENTE DE TRABALHO - TRABALHADOR TERCEIRIZADO "MORRE MAIS"11.04.2012O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Sebastião Vieira Caixeta, disse que em cada 5 mortes no ambiente de trabalho, 4 são em empresas terceirizadas. E em cada 10 acidentes de trabalho, 8 são em empresas terceirizadas. Caixeta participa de audiência pública para debater a terceirização do trabal...ho no país, promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). - O trabalhador terceirizado morre mais – ironizou Caixeta. O procurador observou que o sistema de terceirização no Brasil é conhecido por tornar precário do vínculo empregatício. As consequências são a redução de custos com a mão de obra e uma jornada de trabalho exaustiva. Na opinião dele, a terceirização deve ser regida por legislação mais eficiente, com segurança jurídica para o trabalhador e para as empresas, observando os parâmetros da constituição federal. Na mesma linha, Miguel Pereira, representante da Central Única dos Trabalhadores, afirmou que é preciso priorizar a vida; respeitar as diferenças de identidade e igualdade dos trabalhadores; garantir o direito à sindicalização; fiscalizar o cumprimento da responsabilidade solidária das empresas em relação aos direitos trabalhistas; e penalizar as empresas infratoras.Ver mais

SISTEMA DE COLETA DE RESÍDUOS

RESI SOLUTION APRESENTA SISTEMA DE COLETA DE RESÍDUOS EM ASSINATURA DE ACORDO15.04.2012O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou os Termos de Compromisso Setoriais de Resíduos Sólidos, documento que prevê a implantação da responsabilidade pós-consumo para os setores produtivos responsáveis pelos resíduos de embalagens plásticas de óleos lubrificantes, de produtos de higiene pes...soal, perfumaria, cosméticos, materiais de limpeza e afins, além de embalagens de agrotóxicos e de pilhas e baterias portáteis. Como uma das principais representantes do setor, a Resi Solution foi convidada para apresentar o modelo de caminhão que será utilizado na coleta dos materiais. A empresa, que foi recentemente adquirida pelo Grupo Ambipar, estava representada por seu gerente geral, Tito Borlenghi Jr. “A Resi Solution foi convidada pelo SINDICOM para participar da assinatura do Acordo Setorial e apresentar ao público os equipamentos que serão utilizados pelos nossos colaboradores na coleta de embalagens plásticas de óleo lubrificante pós-consumo”, afirmou o executivo. “Nossos caminhões possuem estrutura contra vazamentos de óleo, balança eletrônica para pesagem das embalagens e aparelhos de GPRS (celular e satélite) para rastreamento dos veículos. Além disso, todos os dados obtidos são imediatamente enviados para o site do SINDICOM, de forma que o próprio sindicato e órgãos ambientais autorizados possam acompanhar cada parte do processo”. Os termos são resultado da resolução SMA 38, de 2 de agosto de 2011, que trata da necessidade de iniciar a implantação da responsabilidade pós-consumo para os setores envolvidos. Dentre as quase três mil empresas que enviaram proposta à Secretária do Meio Ambiente, quatro projetos foram assinados nesta terça-feira pelo governador Geraldo Alckmin, secretário Bruno Covas e demais representantes dos setores envolvidos. “A assinatura deste termo mostra o comprometimento do setor produtivo paulista com a responsabilidade pós-consumo estabelecida em lei. Estes são os primeiros termos e outros serão negociados e assinados nos próximos meses”, destacou o secretário Bruno Covas. Os termos estabelecem como irão funcionar os sistemas de logística reversa dos resíduos pós-consumo em cada um desses setores, que terão início imediato após essa assinatura. Os modelos escolhidos terão acompanhamento periódico da CETESB e poderão ser revistos e modificados se e quando houver necessidade. Sobre a Resi Solution Empresa 100% brasileira, a Resi Solution oferece aos seus fornecedores toda a logística reversa de resíduos contaminados com hidrocarbonetos (embalagens plásticas de lubrificantes, filtro de óleo e ar, estopas, papelão, EPIs, entre outros), lâmpadas, baterias e demais resíduos gerados por postos de gasolina, oficinas mecânicas, transportadoras e concessionárias. A empresa é atualmente a operadora exclusiva do Programa Jogue Limpo para o Município de São Paulo e Estado do Rio de Janeiro. Plano de ação Ao todo, serão quatro modelos diferentes de projeto de responsabilidade pós-consumo. Diversos representantes destes setores produtivos serão os responsáveis pela implementação dos sistemas. - Embalagens de óleos lubrificantes: Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo (Simepetro), Sindicato Interestadual do Comércio de Lubrificantes (Sindilub), Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Sindicato Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lava-rápidos e Estacionamentos de Santos e Região (Resam), Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap), Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMRR (Regran), Sindicato Nacional do Comércio Transportador, Revendedor, Retalhista, Óleo Diesel, Óleo Combustível e Querosene (Sinditrr) criarão sistema próprio para recebimento e coleta das embalagens. - Embalagens de produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, materiais de limpeza e afins: Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla) irão trabalhar junto às prefeituras e cooperativas de reciclagem. - Embalagens de agrotóxicos: Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) e Associação dos distribuidores de insumos agropecuários (Andav) usarão os canais de comércio próprio desses insumos. - Pilhas e baterias: Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) usará os canais dos grandes comércios varejistas. Sobre o Grupo Ambipar Com atuação nos segmentos de Serviços e Meio Ambiente, Gerenciamento, Destinação e Disposição Final de Resíduos, Transportes, Logística e Atendimento Emergencial por meio de empresas que atuam no Brasil e na América Latina, o Grupo Ambipar norteia as suas ações com base na sustentabilidade, garantindo a integridade do meio ambiente e preservando-o para as futuras gerações. (Fonte: Giuliano Borlenghi - SUATRANS-COTEC)Fonte: Portal Produtos PerigososVer mais