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segunda-feira, 30 de julho de 2012

PINIweb.com.br | Arquitetos propõem construção de torre de 350 metros de altura em Belo Horizonte | Construção Civil, Engenharia Civil, Arquitetura

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

ETICA: sua origem e influência no mundo dos negócios

Nos últimos tempos, o assunto "ética" entrou no nosso cotidiano de forma mais acentuada. Ouvimos falar em ética no governo, nas empresas, e em relação ao comportamento dos indivíduos. É impossível nos isolarmos ou ignorarmos esse conceito. Não acredito que o assunto não fizesse parte da vida das pessoas no passado. A ética já é discutida há muito tempo. Platão, que viveu de 428-348 a.C., é identificado como o primeiro grande filósofo grego a tematizar em sua obra as principais questões éticas que chegaram até nossos dias. Estamos vivendo a década da ética, ou das discussões sobre ela. Mas, afinal, como o tema se incorpora no mundo profissional? Quando fazemos um julgamento se um comportamento é ético ou não, estamos avaliando, sobretudo, baseado na nossa formação familiar, social e profissional. No meio profissional temos, já há algum tempo, os códigos de ética. Nesses casos, eles são referentes à ética e conduta, pois prescrevem comportamentos a serem observados em certas circunstâncias. Como exemplo, podemos citar o código de ética e disciplina da OAB, promulgado em fevereiro de 1995, e o do Conselho Federal de Contabilidade, atualizado em outubro de 1996, entre tantos outros. Atualmente, estamos vendo um movimento de adoção por parte das empresas e corporações de códigos de ética próprios. Atitudes impróprias têm levado várias companhias a situações desagradáveis e algumas vezes catastróficas. O tamanho dessas empresas impossibilita o acompanhamento de todos de forma direta. Harmonizar o comportamento dos profissionais de uma organização de acordo com seu crescimento é um desafio muito grande. O comportamento ético dentro das empresas faz parte de um assunto cada vez mais importante denominado governança corporativa. As organizações estão sendo requeridas a adotarem boas práticas de governança que são divididas em quatro componentes: a prestação de contas pela administração; a transparência das informações prestadas; a equidade no tratamento desses acionistas e; a responsabilidade corporativa, que objetiva a relação da empresa com os funcionários, fornecedores, clientes, governo, e até o próprio meio ambiente e a sustentabilidade. Nesse contexto da governança corporativa é que a ética ganha vulto. As empresas estão sendo influenciadas a adotarem uma governança corporativa forte; e a ética dos profissionais é um dos seus principais componentes. Talvez, as empresas maiores, com maior visibilidade ou de caráter público aparentem precisar mais de códigos, inclusive escritos. Entretanto, isso não tira a necessidade de que organizações menores e até as familiares também tenham seus códigos, mesmo que eventualmente não escritos, mas concebidos de forma clara pelo seu fundador, proprietário ou gestor principal, para que os demais indivíduos possam atuar de forma harmônica e em sintonia com uma conduta ética profissional. É de se notar que esse tema, que já permeia a vida da humanidade há tempos, venha, principalmente nesta ultima década, fazer parte da vida corporativa através de sua estrutura própria de governo. As empresas se esforçam para adotar modelos de governança corporativa cada vez mais sólidos. Acredito que nos resta a oportunidade de crescimento próprio e de reflexão pessoal sobre a ética. Para essa reflexão, faço uso das considerações do professor doutor em filosofia Danilo Marcondes, que baseado na reflexão de Sócrates sobre ética, em seu livro Textos Básicos de Ética de Platão a Foucault, diz: "Talvez, a lição socrática [sobre ética e moral] esteja [focada] principalmente na importância do desenvolvimento de uma consciência moral, de uma atitude reflexiva e crítica que nos leve a adotar comportamentos mais éticos, e não [somente] na formulação de um saber sobre a ética e seus conceitos". Jarib Fogaça - Sócio de auditoria da KPMG Brasil, responsável pelos escritórios da firma na Região Sudeste.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Regulamentação sobre pré-pagamento de energia está em audiência pública

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vem estudando o modelo de pré-pagamento de energia, pretende dar ao consumidor a opção de utilizar ou não esse tipo de faturamento. Depois de promover um seminário internacional sobre o tema e visitar instalações piloto no Amazonas, o órgão regulador abriu uma audiência pública para receber contribuições e sugestões em cima de uma minuta de resolução. Segundo o texto prévio, o cliente não teria qualquer custo para implantar o novo sistema – e poderia aderir ou desistir da modalidade a qualquer momento. Uma vez que o pedido pela forma de faturamento for feita, a distribuidora precisará atendê-lo em no máximo 30 dias. O pré-pagamento seria feito com um medidor que possuirá uma interface que apresentará em tempo real o quanto de créditos ainda está disponível. Quando a carga ficar próxima do fim, serão emitidos sinais sonoros e visuais. Os créditos, por sua vez, poderão ser comprados em diversos meios, incluindo internet e celular. De acordo com a minuta de resolução proposta em audiência, a implantação dessas modalidades é uma faculdade da distribuidora e a adesão do consumidor será voluntária e sem ônus. O retorno à modalidade anterior poderá ser solicitado a qualquer tempo, devendo o pedido ser atendido em no máximo 30 dias. O consumidor que aderir ao pré-pagamento receberá um crédito inicial de 5 kWh e poderá, se possuir algum débito com a distribuidora, ter a sua dívida parcelada e descontada quando da compra de créditos, limitado a um percentual máximo de 10% da compra. Além disso, ocorrendo o esgotamento dos créditos e a impossibilidade temporária de adquiri-los, o consumidor poderá solicitar à distribuidora um crédito de emergência, que deverá ser disponibilizado em qualquer dia da semana e horário. Ainda de acordo com o novo regulamento, a tarifa de ambas as modalidades será igual a da modalidade de faturamento tradicional, podendo a distribuidora oferecer tarifas menores para quem aderir a essas modalidades. A ANEEL visa com a aprovação do regulamento uma série de benefícios para distribuidoras e, principalmente, para os consumidores. Dentre eles, estão: a melhoria do gerenciamento do consumo de energia pelo consumidor; a maior transparência em relação aos gastos diários por meio de informações em tempo real; a flexibilidade na aquisição e no pagamento da energia; a eliminação da cobrança de multas, juros de mora e taxas de religação; e a economia no orçamento doméstico por meio da mudança dos hábitos de consumo. Por parte da distribuidora, espera-se a redução dos custos operacionais; a diminuição da inadimplência; e a melhoria do relacionamento entre a empresa e seus consumidores, ao se evitar inconvenientes gerados por erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo. O diretor da Aneel Edvaldo Santana, relator do processo, afirma que o sistema tem vantagens e tem sido bastante bem aceito – tanto nas experiências no Brasil quanto no exterior. Um dos grandes benefícios para o setor elétrico seria a redução da inadimplência, que causa perdas tanto para as distribuidoras quanto para o consumidor, que paga parte dos prejuízos. O diretor André Pepitone se revelou “um entusiasta” da solução e disse que ela também permite que as pessoas administrem melhor o consumo. “Em última medida, estimula o uso racional da energia. Temos ciência da resistência de órgãos de defesa do consumidor contra a medida, mas é importante a conscientização. Temos certeza do benefício que isso trará”. O diretor-geral da agência, Nelson Hubner, por outro lado, disse que, em alguns casos, essa é “a tecnologia viável”, uma vez que comunidades isoladas teriam dificuldades imensas para contar com medições, faturamento mensal e cortes no caso de não pagamento. Além disso, ao contrário da telefonia celular, em que os créditos pré-pagos são mais caros que os pós-pagos, a energia comprada com antecedência tende a ser mais barata. De acordo com Pepitone, países desenvolvidos viram redução de 2% a 10% nas tarifas ao adotar a solução, devido aos custos mais baixos demandados por ela. Durante a discussão, Hubner admitiu que “o assunto tem um pouco de tabu”, e alfinetou os órgãos contrários à ideia. “Às vezes a gente tenta muito tutelar e explicar pro consumidor o que é melhor para ele”. Ele fez uma analogia com os celulares pré-pagos, que são mais caros, mas têm ampla aceitação na sociedade, fazendo o contraponto de que a energia pré-paga será mais barata. A audiência pública para debate acontece entre 28 de junho e 25 de setembro. Haverá, ainda, sessões presenciais em dez capitais: Belém, Salvador, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Brasília, Florianópolis e Porto Alegre. Defesa do consumidor Ainda em fevereiro de 2011, quando a Aneel começava as discussões sobre o tema, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) se posicionou contrário à nova forma de cobrança da energia. Para órgão, a modalidade fere a Lei de Concessão de Serviços Públicos e o Código de Defesa do Consumidor, uma vez que o fornecimento de energia é considerado essencial à população. “O sistema de pré-pagamento para energia elétrica, por proporcionar a desconexão automática dos consumidores sem prévio aviso, coloca o consumidor em situação de vulnerabilidade”, explicou na ocasião a advogada do Idec, Mariana Alves. Fontes: ANEEL e Jornal da Energia

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aditivos de concreto entram na era da nanotecnologia

Aditivos de concreto entram na era da nanotecnologia Entre as vantagens, inovação diminui emissão de CO₂, além de gerar materiais com melhores propriedades e, portanto, mais duráveis Por: Altair Santos A nanotecnologia começa a ser testada em aditivos de concreto para aprimorar as qualidades do material. As microestruturas têm a propriedade de realçar características como resistência e robustez, além de influenciar na permeabilidade e na cura do material. “É uma série de vantagens, entre elas a redução no consumo de água e a diminuição na emissão de CO₂ para produzir a mesma quantidade de concreto, além da rapidez na cura interna, o que torna o material mais resistente”, diz Fabricio André Buzeto, coordenador de tecnologia da Basf. Fabrício André Buzeto, da BASF: exploração do pré-sal vai exigir concreto com materiais nanoestruturados. Outro exemplo no avanço dos aditivos a base de nanopartículas é que eles promovem um efeito de melhoria da fluidez do concreto ao longo do transporte da central dosadora até a obra. “Isso permite que com a seleção de nanocompostos se modifique o tipo de aditivo, levando em consideração as características químicas que o material vai precisar para cumprir plenamente sua função”, explica Humberto Benini, chefe do Departamento de Físico-Química da Grace. Segundo Fabricio André Buzeto, a aplicação de materiais nanoestruturados permite criar produtos específicos para cada tipo de obra. “A tecnologia será muito importante na exploração da camada pré-sal. Hoje já existem produtos utilizados em cimentação de poços de petróleo que são baseados em nanoestruturas”, revela. Uma das características mais importantes destes materiais é que eles são “inteligentes”. Através de nanobots, são capazes de apontar fissuras e problemas estruturais, reduzindo sensivelmente o risco de vazamento. Atenta a essa tecnologia, a Petrobras, desde 2011, por meio do Centro de Pesquisa Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), firmou convênios para o desenvolvimento de pesquisas nanotecnológicas em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo/SP, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O objetivo tem também a incumbência de formar pesquisadores em nanocompostos. “A capacitação é fundamental, pois a tecnologia representa uma quebra de paradigma no que se refere aos métodos e práticas vigentes na construção civil”, afirma Humberto Benini. Exemplo das pontes entre os compostos hidratados do cimento e os nanotubos de carbono em uma microestrutura de concreto. Um dos obstáculos para que a nanotecnologia seja definitivamente incorporada à indústria cimenteira é a sua viabilidade econômica. “O uso combinado do cimento Portland e os nanotubos de carbono (CNT) ainda apresenta muitos desafios para sua viabilização econômica como material de construção, mas o potencial de uso é imenso. Tanto é que na Europa se formou um consórcio, o NanoCem, para desenvolver soluções envolvendo fabricantes, usuários, universidades e institutos governamentais. É um exemplo de ação setorial para o desenvolvimento da nanotecnologia, como ocorre também nos Estados Unidos, onde há um programa semelhante”, comenta Benini. Quando alcançado o estágio de produção industrial, os benefícios da nanotecnologia aplicada aos canteiros de obra serão inquestionáveis, avaliam os especialistas. “Os ganhos de produtividade, redução da dependência do operador e mecanização dos processos representarão um grande benefício à indústria da construção, tanto pela redução dos custos e melhoria da qualidade quanto ao consumidor final e a sociedade, que contará com construções de melhor qualidade, mais duráveis e, portanto, com menor impacto ambiental e econômico”, conclui o chefe do Departamento de Físico-Química da Grace. Entrevistados Fabricio André Buzeto, coordenador regional de tecnologia para a América do Sul da Basf e Humberto Benini, gerente regional de produto para América Latina da Grace Currículos - Fabricio André Buzeto é bacharel em química com atribuições tecnológicas, pela PUCCAMP, com extensão em gerenciamento de projetos e extensão em gerenciamento estratégico de núcleos de inovação tecnológica pela Unicamp - Também é mestre em ciência, tecnologia e gerenciamento de materiais poliméricos, pela Universidade de Ferrara (Itália), pela Universidade de Hamburgo (Alemanha), e mestre em engenharia química, ciência e tecnologia dos materiais, pela Unicamp - Tem doutorado em engenharia química, ciência e tecnologia dos materiais, pela Unicamp - Humberto Benini é engenheiro químico, com doutorado em engenharia da construção civil e materiais pela Universidade de São Paulo (USP). Atua há 12 anos como profissional na indústria de cimento, concreto e aditivos Contato: fabricio.buzeto@basf.com / humberto.r.benini@grace.com Créditos foto: Divulgação Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330